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Encontro: Mapeamento Colaborativo e Cultura da Participação e o Espaço Urbano

TransvencaoLab

A convite do pessoal do TransvençãoLAB estaremos dia 10/12 (terça) lá na Casa Duplan falando dos temas que abordamos aqui no blog. Nada como encontros ao vivo!

Apareçam. Até lá.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/606955446037041/

Resultados do Curso de Geoprocessamento no IAB-RS

Durante cinco sábados em novembro e dezembro de 2012 ministramos no IAB-RS um curso de Geoprocessamento com o software gvSIG. A turma tinha mais de 20 alunos, com destaque para um grande número de participantes da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

Os objetivos do curso eram: introduzir noções de SIG, cartografia digital, e bancos de dados geográficos; treinar a manipulação do software gvSIG para a aquisição, armazenamento, tratamento, e análise de dados geográficos; e explorar as capacidades dos SIG para aplicações no planejamento e na gestão urbana.

Abaixo, o mapa final produzido pelo aluno Rodrigo Ustra. O resultado nos enche de orgulho:

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Palestra sobre Geoprocessamento no IAB-RS

Amanhã, 25/7, às 19h30, estaremos debatendo o uso do Geoprocessamento no Planejamento e na Gestão Urbana no IAB-RS, juntamente com o professor Julio Celso Vargas. A palestra faz parte do ciclo Desafios Urbanos, dentro da programação cultural que ocorre toda quarta-feira no IAB.

Nosso objetivo é mostrar as inúmeras potencialidades de aplicação do geoprocessamento no planejamento e na gestão urbana!

O IAB fica na Rua General Canabarro, 363, esquina com Riachuelo – Centro Histórico – Porto Alegre.

Strange Maps

Para descontrair um pouco recomendo uma espiada no blog Strange Maps, que apresenta uma série de inusitadas maneiras de representar o urbano.

Dentre os mais de 500 posts, encontram-se pérolas como a analogia da cidade como um ovo, que trata da evolução da forma urbana, desde a antiga cidade densa e compacta (ovo frito), até a cidade contemporânea, dispersa e policêntrica (ovo mexido). Com quê tipo de ovo a cidade irá se assemelhar no futuro???

Gostei também dos gráficos mostrando a distribuição da população mundial, por latitude e longitude. Impressionante: quase 90% da população mundial vive no hemisfério norte!

Outros mapas, gráficos e desenhos divertidos podem ser encontrados no blog. Enjoy it!

Geo.Canoas – dados urbanísticos na internet

O portal Geo.Canoas, idealizado pelo Instituto Canoas XXI, é um ótimo exemplo de democratização de informações geográficas, pois permite consulta de mapas topográficos e de ordenamento urbano na web, reunindo dados que antes ficavam centralizados nos computadores da Prefeitura Municipal. Por meio dessa ferramenta, lançada no início deste ano, qualquer cidadão tem acesso ao mapa de lotes da cidade, com diversas camadas de informação disponíveis, como, por exemplo, cadastro de logradouros, topografia, hidrografia, equipamentos comunitários e imagem de satélite atualizada.

Merece destaque a disponibilização de informações urbanísticas, como o ordenamento urbano, com seus respectivos índices e usos permitidos, e as diretrizes viárias, com seus respectivos perfis viários – tudo isso conforme o Plano Diretor do município. As informações vão aparecendo conforme se aumenta o nível de zoom, e consultas podem ser feitas mediante um simples clique no mapa.

Geo.Canoas1

Geo.Canoas2

Iniciativas como essa vem ao encontro das tendências mais recentes de transparência pública, além de constituírem importantes ferramentas de planejamento urbano e gestão, já que órgãos públicos e privados podem ter fácil acesso a dados urbanísticos.

Apresentação XII Conferência do OIDP

Amanhã, 12/6, das 13h30 às 16h30, estaremos no Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre, falando sobre “Ferramentas SIG para o Planejamento Participativo“, no Eixo 4 – Processos Criativos na Democracia Participativa, da XII Conferência do Observatório Internacional de Democracia Participativa – OIDP. Abaixo, a apresentação!

 

 

Aulas de gvSIG

Sexta-feira passada encerramos o módulo de Geoprocessamento de Dados, do curso de especialização em Urbanismo Contemporâneo da UniRitter, em Porto Alegre. Muito gratificante ver os ótimos resultados obtidos pelos alunos durante as aulas práticas com o software gvSIG.

A seguir alguns dos mapas produzidos:

Ministrantes: Geisa Bugs e Alice Rauber

Mapeamento colaborativo de favelas

Muito interessante esse post no blog Cidades para Pessoas, sobre o mapeamento colaborativo de uma favela em Nairobi, capital do Quênia. Os moradores foram treinados para isso e utilizaram o OpenStreetMap.

Kibera é a maior favela africana

A metodologia empregada no Projeto Mapeando Kibera seria muito útil para aplicação em favelas brasileiras, o governo deveria apoiar iniciativas como essa. E já que envolve um treinamento com profissionais capacitados em Sistemas de Informações Geográficas, será que para sua operacionalização não caberia algo nos moldes da Lei 11.888/2008?

Esta lei assegura o direito das famílias de baixa renda à assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social. A assistência técnica poderia ser ampliada para assistência ao mapeamento de favelas.

Conforme consta no Manual elaborado pelo IAB-RS, a solução do problema das populações carentes não está apenas na simples remoção para outros locais. Uma das soluções mais adequadas, eficientes e já comprovadas por inúmeras experiências é o investimento na reestruturação urbana, na qualificação das condições locais, na regularização fundiária, evitando a expulsão dos moradores para conjuntos afastados e destituídos de qualidade espacial e que tendem a rapidamente transformar-se em novas favelas. E para esse tipo de reestruturação uma base de informações mapeadas é de fundamental importância.

Urban Mobs

Urban Mobs é uma ferramenta para visualização do tráfego das chamadas com celulares. Segundo os autores, permite criar uma “cartografia da emoção popular”, pois durante grandes eventos, como partidas de futebol, por exemplo, todos querem compartilhar seu entusiasmo através das chamadas.

O vídeo abaixo mostra as ligações em Barcelona durante a final do Campeonato Europeu de Futebol em 2008. É possível perceber as diferentes etapas do jogo (cronometro no canto superior esquerdo): início, intervalo, gol, fim do jogo, e a grande comemoração.

No site tem vídeos disponíveis para Paris, Barcelona, Madrid, Varsóvia, Cracóvia e Bucareste. Urban Mobs é uma tecnologia desenvolvida pela Orange e faberNovel.

Mapeamento colaborativo – Ushahidi

Uma companhia sem fins lucrativos que desenvolve softwares livres e de código aberto para coleta de informação, visualização e mapeapamento interativo.”

É assim que se apresenta a o projeto Ushahidi (testemunho, no idioma suaíli). Iniciaram com o mapeamento dos atos violentos nas eleições do Kenya em 2008.  Desde então, realizaram vários outros trabalhos em situações de crise em desastres naturais como alagamentos (Austrália) ou outros terremotos (Chile, Nova Zelândia e Japão). Em alguns casos tendo as plataformas implantadas em poucos horas depois do desastre.

Em 2010, após o terremoto do Haiti, colaborou no mapeamento das infraestruturas de emergência além de reunir em tempo real as mensagens enviadas por pessoas soterradas ajudando as equipes de resgate em sua localização. Na metade final deste outro vídeo* conta mais desta história.

A idéia inicial do projeto facilmente adaptou-se para outras causas. Como o exemplo da solicitação feita pela ONU/Coordenação de Assuntos Humanitários para auxiliar as Forças Voluntárias antigoverno da  Líbia no início de 2011. Ou ainda para o monitorando o processo eleitoral que ocorreu na Libéria também este ano.

A plataforma Ushahidi dispõem de ferramentas para a democratização da informação, aumentando sua transparência e ultrapassando barreiras para que as pessoas compartilhem suas histórias e situações. Como o pacote SwiftRiver que lida com grande quantidade de dados e a sua interpretação por um algoritmo, auxiliando e não substituindo a leitura humana. Permite também  ferramentas criadas pelos próprios usuários.

A plataforma livre Crowdmap.com é a versão sem necessidade de instalação em um servidor (cloud). E já é utilizada até pelos recentes ativistas do movimento Occupy espalhados pelo mundo.

Este projeto é exemplo para uma boa discussão sobre a força de crowdsourcing,  como utilizamos a tecnologia, estando esta para bem e para o mau, e como ela pode ser disponibilizada. Mostra o quanto é importante a revolução do “onde” que hoje em dia está presente nas mais diversas áreas e temas.

[+] O princípio disto tudo e colaborações estão muito bem explicado neste longo vídeo. Atenção às boas perguntas no final da palestra.
[+] TED: Ushahidi

Geospatial Revolution – em breve um post