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Mapeamento colaborativo de favelas

Muito interessante esse post no blog Cidades para Pessoas, sobre o mapeamento colaborativo de uma favela em Nairobi, capital do Quênia. Os moradores foram treinados para isso e utilizaram o OpenStreetMap.

Kibera é a maior favela africana

A metodologia empregada no Projeto Mapeando Kibera seria muito útil para aplicação em favelas brasileiras, o governo deveria apoiar iniciativas como essa. E já que envolve um treinamento com profissionais capacitados em Sistemas de Informações Geográficas, será que para sua operacionalização não caberia algo nos moldes da Lei 11.888/2008?

Esta lei assegura o direito das famílias de baixa renda à assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social. A assistência técnica poderia ser ampliada para assistência ao mapeamento de favelas.

Conforme consta no Manual elaborado pelo IAB-RS, a solução do problema das populações carentes não está apenas na simples remoção para outros locais. Uma das soluções mais adequadas, eficientes e já comprovadas por inúmeras experiências é o investimento na reestruturação urbana, na qualificação das condições locais, na regularização fundiária, evitando a expulsão dos moradores para conjuntos afastados e destituídos de qualidade espacial e que tendem a rapidamente transformar-se em novas favelas. E para esse tipo de reestruturação uma base de informações mapeadas é de fundamental importância.

Estatística para todos – The Joy of Stats

“When we discuss about the world we just use mindsets, we don’t use data sets. We have a continuous world where most people live somewhere in the middle.” H.R.

Dá até para lembrar os programas de televisão que colocam médicos, filósofos e economistas para “facilitar aqueles assuntos complicados da vida” nos finais dos nossos domingos. Mas a rede BBC sabe bem o que faz e produziu em 2010 o documentário The Joy of Stats com o professor de saúde pública e entusiasta da estatística Hans Rosling.

O vídeo completo  ainda aborda criminalidade, novas tecnologias e as mudanças que os métodos científicos passam para poder analisar a grande quantidade de dados que somos capazes que coletar hoje em dia.

Co-fundador da Gapminder Foundation utiliza dados públicos de organizações internacionais, como a OMS, para a construção de gráficos dinâmicos em suas palestras. Acredita que a acessibilidade das informações e a facilitação do entendimento podem transformar as concepções que temos do mundo moderno e suas constantes mudanças. Rosling e sua fundação são fortes defensores da disponibilização gratuita de dados pelos órgãos públicos.

Com suas apresentações performáticas, cheias de críticas e alegando sempre que “statistics is now the sexiest subject on the planet” tornou-se figura frequente no TED e em congressos por todo o mundo. Rosling costuma tratar de temas como desenvolvimento econômico, saúde pública e crescimento populacional entre o Ocidente e o Oriente.

Vídeo: Let my dataset change your mindset (TED, jun. 2009)

No site da fundação (que é sem fins lucrativos) há muito mais informações e vídeos . Também é possível baixar o Gapminder Desktop e algumas bases de dados para aventurar-se e entender como criar estes gráficos.

por fausto

Dados e setor público

Este é um exemplo bem interessante de projeto que mostra como a sistematização e visualização de dados pode ajudar os usuários a explorar e compreender padrões e tendências, e também apresentar as informações aos outros auxiliando na tomada de decisões sólidas baseadas em dados apresentados. Desenvolvido no Reino Unido é uma parceira pública entre o Departamento para Comunidades e Governo Local e a Oxford Consultants for Social Inclusion (OCSI) da Universidade de Oxford.

Disponibilizar dados ao público de forma organizada é deixar tudo mais acessível além de mais transparente trazendo benefícios aos setores de planejamento. Nas páginas dos envolvidos há muita informação sobre estes temas. Mergulha lá!