Arquivo da categoria: Participação pública

Ferramenta Digital Participativa do Plano Diretor de Bento Gonçalves-RS

A revisão do Plano Diretor de Bento Gonçalves, em curso, apresenta uma plataforma Web participativa. Nela, o participante, após o preenchimento de dados de identificação, responde questões que envolvem o terreno onde vive, condições econômicas e estruturais do bairro, e pode apontar os principais problemas urbanos do município. O usuário também tem acesso a um mapa que indica os locais de origem dos demais participantes. Os resultados  ficam automaticamente disponíveis na aba ‘Estatísticas’, que apresenta gráficos e percentuais das respostas.

Os dados coletados são disponibilizados na forma de tabelas que podem ser analisadas em softwares de análises estatísticas, bem como espacializados em software de SIG, produzindo, assim, mais uma camada de informações a ser considerada ma tomada de decisões do Plano Diretor.

Melhorias – Resultados PPSIG Orla do Guaíba (5 de 5)

O último tema da PPSIG Orla do Guaíba abordou as principais melhorias necessárias para qualificar a orla. As melhorias mais citadas foram: iluminação, limpeza/manutenção, sanitário público, e mobiliário. Observa-se, nos mapas abaixo, que os pontos marcados para as quatro melhorias se concentram na Usina do Gasômetro, Anfiteatro Pôr-do-sol e Estaleiro Só. Logo, na opinião dos participantes, a Orla do Guaíba deixa muito a desejar em termos de qualidade do espaço público, haja vista que há demandas por elementos mínimos de urbanidade até mesmo em locais bastante distintos e frequentados da orla tais como os citados.

  • Iluminação:iluminação
  • Limpeza/manutenção:limpeza
  • Sanitário público:sanitarios
  • Mobiliário:mobiliario

Portanto, conclui-se que novas abordagens metodológicas, que façam uso das TIC e das geotecnologias, como a PPSIG, podem aperfeiçoar os processos de participação pública no planejamento urbano.

Acessibilidade – Resultados PPSIG Orla do Guaíba (4 de 5)

O terceiro tema da ferramenta PPSIG Orla do Guaíba foi acessibilidade. Perguntou-se quais locais deveriam: ter acesso exclusivo para pedestres, prever caminhos para pedestres, ter ciclovias, e prever vias de circulação continua de veículos.

Conforme os mapas abaixo, os pontos marcados como sendo locais de acesso exclusivo para pedestres se concentram nas proximidades da Usina do Gasômetro, entre o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho e o Anfiteatro Pôr-do-Sol, no Parque Marinha do Brasil, e no Estaleiro Só. Logo, segundo os participantes, nesses locais não deveria ser permito o acesso de veículos, tal qual ocorre atualmente em quase todos. Já os caminhos para pedestres devem ser previstos em toda a extensão da orla, conforme mostra a sobreposição das linhas desenhadas pelos participantes.

O mapa das ciclovias apresenta como pano de fundo a camada das ciclovias existentes, em azul escuro, segundo o Cycle Map do Open Street Maps. Percebe-se que as ciclovias desenhadas pelos respondentes (na cor rosa) se sobrepõe as existentes (na cor azul), bem como se estendem por toda a orla e também nas ruas adjacentes. Logo, há uma ampla demanda pela ampliação das ciclovias neste trecho da orla.

Por fim, o mapa das vias de circulação continua de veículos apresenta como pano de fundo o Open Street Maps. Percebe-se que as linhas marcadas pelos respondentes correspondem exatamente às atuais avenidas Beira-Rio e Padre Cacique. Portanto, não há demandas futuras no sentido de modificar o traçado viário existente.

  • Acesso exclusivo pedestres:acesso pedestres
  • Caminho para pedestres:caminhos pedestres
  • Ciclovias:ciclovias
  • Vias de circulação continua de veículos:vias veiculos

Uso futuro – Resultados PPSIG Orla do Guaíba (3 de 5)

O segundo tema da PPSIG Orla do Guaíba abordava quais os principais usos desejados para o trecho da orla compreendido entre a Usina do Gasômetro e a Vila Assunção no futuro. Os usos mais citados foram: contemplação das visuais; esportivo; bares e restaurantes; e lazer passivo. Abaixo estão os mapas de calor – usado para identificar grupos onde existe uma elevada concentração de pontos – para cada um dos quatro usos futuros mais vezes citados.

Através da análise visual dos mapas, percebe-se que os pontos marcados para o uso futuro de contemplação das visuais se concentram nas áreas próximas a Usina do Gasômetro, Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, e Estaleiro Só. O uso esportivo se concentra na Usina do Gasômetro, Anfiteatro Pôr-do-sol, e Estaleiro Só. Os bares e restaurantes se concentram na Usina do Gasômetro e Estaleiro Só; e o lazer passivo configura faixas lineares entre a Usina do Gasômetro e o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, e entre o Anfiteatro Pôr-do-sol e o Sport Clube Internacional, bem como concentrações pontuais no Estaleiro Só e na Vila Assunção. Assim, entende-se que ações futuras de planejamento urbano deveriam fomentar a contemplação de visuais, o uso esportivo, a instalação de bares e restaurantes e o lazer passivo levando em consideração as áreas indicadas pelos participantes.

  • Contemplação das visuais:visuais
  • Esportivo:esportes
  • Bares e restaurantes:bares
  • Lazer passivo:lazer

Preferências – Resultados PPSIG Orla do Guaíba (2 de 5)

O primeiro tema da PPSIG Orla do Guaíba questionava sobre o lugar que ‘mais gosto’ e o que ‘menos gosto’ no trecho entre a Usina do Gasômetro e a Vila Assunção, e a indicação das principais razões. O mapa abaixo apresenta os pontos marcados como sendo lugares que ‘mais gosto’ (vermelho) e que ‘menos gosto’ (verde), e uma interpolação dos mesmos, que dá a ideia de continuidade ao conjunto de pontos. Esta visualização “dupla” permite uma comunicação visual rápida, ou seja, percebe-se mais claramente concentrações de respostas semelhantes.

A análise visual do mapa permite destacar como áreas que ‘mais gosto’ as próximas aos seguintes pontos de referência: Usina do Gasômetro, Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, Parque Marinha do Brasil, Museu Iberê Camargo, Veleiros do Sul, e Associação dos Auditores do Estado. Ao passo que destacam-se como áreas que ‘menos gosto’ as próximas aos seguintes pontos de referência: Anfiteatro Pôr-do-sol/Foz do Arroio Dilúvio, Sport Clube Internacional/Largo D. Vicente Scherer, Estaleiro Só/Barra Shopping Sul, e Vila dos Pescadores.

As principais razões apontadas pelos participantes para gostar de cada lugar foram: Usina do Gasômetro – contemplação das visuais; Parque Maurício Sirotsky Sobrinho – contemplação das visuais; Parque Marinha do Brasil – contemplação das visuais e contato com a natureza; Museu Iberê Camargo – contemplação da visuais e visita a espaços culturais; Veleiros do Sul – contemplação da visuais e contato com a natureza; e Associação dos Auditores do Estado – contemplação da visuais e aparência positiva dos espaços abertos. Logo, contemplar as visuais é o quê os usuários mais gostam de fazer neste trecho da orla.

As principais razões apontadas pelos usuários para não gostar de cada lugar foram: Anfiteatro Pôr-do-Sol/Foz do Arroio Dilúvio – aparência negativa dos espaços abertos e lixo; Sport Clube Internacional/Largo D. Vicente Scherer – aparência negativa dos espaços abertos e falta de manutenção; Estaleiro Só/Barra Shopping Sul – aparência negativa dos espaços abertos e falta de manutenção; e Vila dos Pescadores – aparência negativa dos espaços abertos e insegurança quanto ao trânsito. A razão mais vezes citada para não gostar foi a aparência negativa dos espaços abertos, indicando o desejo pela requalificação destes espaços.

preferencias

Resultados PPSIG Orla do Guaíba (1 de 5)

Em dezembro do ano passado foi realizado um experimento acadêmico chamado PPSIG (Participação Pública com Sistemas de Informação Geográfica) Orla do Guaíba, cujo objetivo era coletar a percepção de moradores de Porto Alegre sobre a qualidade dos espaços da orla no trecho compreendido entre a Usina do Gasômetro e a Vila Assunção.

A PPSIG envolve a criação de informações espaciais por comunidades locais, que alimentam uma base de dados espacial em um ambiente de SIG, e a sua posterior utilização na tomada de decisão sobre questões que afetam esta mesma comunidade.

Durante um mês, a PPSIG Orla do Guaíba foi divulgada nas redes sociais, e, no total, 153 pessoas responderam ao questionário online na sua totalidade. Agora chegou a hora do feedback.

PPSIG orla

A PPSIG Orla do Guaíba continha doze questões, que previam a marcação de pontos ou linhas no mapa interativo, distribuídas em quatro temas. Na sequência, os resultados para cada um dos temas serão apresentados numa série de quatro posts: Preferências, Uso futuro, Acessibilidade, e Melhorias.

Resumidamente, a análise visual e exploratória dos mapas que serão apresentados nos próximos posts permite destacar a opinião dos participantes quanto a:

  • Manutenção e prevalência das condições de contemplação das visuais – a razão mais vezes citada para gostar dos lugares e também o uso futuro mais vezes citado;
  • Melhoria da aparência dos espaços como um todo – a razão mais vezes citada para não gostar dos lugares;
  • Uso futuro da orla predominantemente para a contemplação das visuais, prática de esportes, lazer passivo e usufruto de bares e restaurantes;
  • Acesso exclusivo de pedestres em pontos em que hoje é permitido o acesso de veículos, tais como: Anfiteatro Pôr-do-Sol e Parque Maurício Sirotsky Sobrinho;
  • Ampliação dos caminhos para pedestres e das faixas exclusivas para ciclistas por toda a extensão da orla; e
  • Melhorias, principalmente, de iluminação, limpeza e manutenção, sanitários públicos e mobiliário urbano.

Em princípio, toda proposta de intervenção urbana deveria levar em consideração a opinião da população, tal como coletada neste experimento. Assim, os resultados poderiam ser utilizados para orientar futuras decisões relacionadas ao planejamento e a gestão do espaço urbano em questão, aproximando os cidadãos das decisões, bem como do poder público.

Cultura da Participação

Paulatinamente nos afastamos de um mundo em que um pequeno número de pessoas define regras, cria produtos e toma decisões, na direção de um mundo em que todas as pessoas são dotadas de meios para participar e contribuir ativamente na resolução de problemas pessoalmente significativos, o que Gerhard Fischer caracteriza como “cultura da participação”. Para o autor, esta cultura da participação oferece oportunidades para enfrentar grandes problemas da sociedade, tais como:

  • Problemas de uma magnitude que individuos e grandes equipes não podem resolver sozinhos, como, por exemplo, criar modelos 3D de todos os edifícios do mundo, conforme está sendo feito pelo Google SketchUp e seu Armazém 3D;
  • Problemas de natureza sistêmica, que exigem a colaboração de muitos atores diferentes, tal como o planejamento urbano;
  • Problemas que exigem alto grau de envolvimento e dedicação, como o design de softwares; e
  • Problemas de modelagem única, como as necessidades específicas de pessoas com deficiência.

A fim de criar e desenvolver ambientes sociotécnicos que apoiem a cultura da participação, Fischer salienta que é necessário considerar as seguintes questões:

  • Meta-projeto – os projetos devem ser encarados como processos em contínua transformação, em que as mudanças devem ser possíveis, visíveis e viáveis, pois os usuários demonstram suas reais necessidades durante o uso;
  • Criatividade social – todas as vozes devem ser ouvidas na elaboração de soluções para problemas complexos, pois a criatividade social requer diversidade, independência, descentralização, e agregação;
  • Ecologias de participação – devem-se criar diferentes tipos de participação, que apoiem papéis variados, com base em distintos níveis de experiência, interesses e motivações.

Além disso, o autor argumenta que o fornecimento de feedback, estabelecimento de metas, e informações personalizadas também são úteis para motivar as pessoas.

Para avaliar a viabilidade e aplicabilidade destes conceitos, Fischer explorou-os em vários domínios, incluindo a elaboração de software de código aberto e de projetos de arquitetuta e urbanismo. Os estudos forneceram evidências de que as pessoas desejam se engajar quando podem decidir, e que no fim valorizam muito mais as soluções feitas por elas. Porém, é inconveniente forçar as pessoas a serem contribuintes ativos em atividades pessoais irrelevantes. Isto pode ser ilustrado pelas ferramentas modernas do tipo do-it-yourself, com as quais as pessoas têm de executar tarefas que anteriormente seriam realizadas por trabalhadores qualificados (montagem de mobiliários, por exemplo). Embora essa mudança forneça liberdade e controle, também força as pessoas a agirem como contribuintes em contextos em que elas não têm a experiência e o conhecimento necessário para fazer essas tarefas.

Por fim Fischer conclui que todas as pessoas querem tanto ser o consumidor – em atividades pessoais irrelevantes, quanto um contribuinte ativo – em atividades pessoalmente significativas.

Fonte: Fischer, G. Understanding, fostering, and supporting cultures of participation. Interactions, v. 18, n. 3, p. 42-53, 2011.

O Sonho Brasileiro

Diante das manifestações ocorridas no mês passado, foram várias as reflexões publicadas tentando entender (outras desencorajar ou até mesmo desqualificar)  as manifestações.

Uma vertente de opiniões aponta para uma ruptura com o modelo político vigente. Carlos Vainer cita que estes episódios expressam “uma extraordinária vontade” de “transformar de modo radical a sociedade brasileira e as formas de exercício do poder político”. Para Manuel Castells os cidadãos, em sua grande maioria, não se sentem representados e respeitados pelas instituições democráticas. E Slavoj Žižek sentencia que estamos a caminho de uma ruptura global e faz-se necessário reinventar a democracia.

Uma pesquisa realizada em 2011 pelo projeto O Sonho Brasileiro já havia revelado esta vontade, entre os jovens brasileiros, de assumir, progressivamente, sua responsabilidade pelo país. Estes jovens, como visto nas manifestações, “questionam cada vez mais a herança política do Brasil que, ao longo de sua história, sempre esperou a salvação prometida vinda de cima”. Ao contrário de “…nossos pais [que] acreditavam neles [políticos]”, eles: “enxergam que tal espera afasta os brasileiros da arena política e coloca o país numa posição de passividade e submissão em relação aos partidos e políticos ‘profissionais’ – que caem cada vez mais em descrédito devido ao seu histórico de abuso de poder, práticas clientelísticas e escândalos de corrupção.”

Segundo a pesquisa, a juventude brasileira acredita que a participação pode transformar o Brasil, pois: acostumaram-se desde cedo a pensar de forma sistêmica e não-hierárquica, não acreditam que o Brasil será salvo por um messias [político], entendem que a transformação deve se dar também de baixo para cima, e que a cidadania e a ética devem ser fortalecidas para que a participação seja possível.

Eles vêem a Internet e as redes digitais como a maior ferramenta de capacitação de pessoas e transformação social já criada e acreditam na lógica colaborativa: “Tendo nascido num mundo globalizado e interligado, os jovens enxergam cada vez menos barreiras para agir porque sabem que podem contar com suas redes. Acreditam ser mais inteligente e eficiente agir em conjunto do que tentar fazer tudo sozinho ou apenas delegar responsabilidades a outros.”

Nas palavras dos próprios jovens:

“Na nossa geração, a gente aprendeu a construir redes formais, virtuais, naturalmente desde pequeno. Então é outro sistema, outra velocidade de comunicação e de relacionamento.”

“Inevitavelmente você vai acabar criando uma rede pra poder fortalecer você mesmo até. Você vai precisar de gente, se conectar com pessoas, com outros grupos, com outros movimentos, com outros projetos com outras coisas pra se tornar mais eficaz no seu propósito.”

Vale muito a pena dar uma olhada na pesquisa a fim de melhor entender o momento que estamos vivendo e desfazer o ceticismo de muitos que não acreditam (ou não querem acreditar) na possibilidade de mudanças reais.

Islândia: Exemplo de Democracia Digital Deliberativa

A chamada democracia digital (ou virtual) é exercida, sem limites de tempo ou local físico, através da utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC, em especial as mídias sociais na Internet. Esta prática emergente acende o debate sobre uma nova forma da democracia, na qual o poder representativo seria substituído pela deliberação direta da cidadania utilizando os meios tecnológicos.

Na Islândia, por exemplo, a nova Constituição está sendo escrita e acompanhada pelos cidadãos desta forma. Depois da crise econômica de 2008, primeiro os cidadãos desencadearam um processo de mobilização social e votaram contra as reformas sugeridas de cortar investimentos sociais e aumentar impostos.

Na seqüência, um fórum nacional reuniu milhares de pessoas selecionadas aleatoriamente para discutir a criação da nova Constituição. Foi produzido então um documento que se tornou a base para o trabalho de um grupo menor (uma espécie de assembléia constituinte), composto por 25 membros eleitos por voto popular. Esse grupo trabalha nos artigos e a publica sistematicamente os resultados na página oficial do projeto, que inclusive mantêm todas as versões do rascunho colaborativo da Constituição, e numa página do Facebook. Em  Julho a etapa de criação foi finalizada e em breve o texto será submetido à aprovação dos cidadãos através de referendo na Internet.

O sucesso desta iniciativa, é claro, está relacionada com o alto nível de alfabetização digital dos islandeses, um dos mais elevados do mundo. Dos 320 mil habitantes, cerca de 2/3 têm acesso ao Facebook.

Mapeamento colaborativo – Ushahidi

Uma companhia sem fins lucrativos que desenvolve softwares livres e de código aberto para coleta de informação, visualização e mapeapamento interativo.”

É assim que se apresenta a o projeto Ushahidi (testemunho, no idioma suaíli). Iniciaram com o mapeamento dos atos violentos nas eleições do Kenya em 2008.  Desde então, realizaram vários outros trabalhos em situações de crise em desastres naturais como alagamentos (Austrália) ou outros terremotos (Chile, Nova Zelândia e Japão). Em alguns casos tendo as plataformas implantadas em poucos horas depois do desastre.

Em 2010, após o terremoto do Haiti, colaborou no mapeamento das infraestruturas de emergência além de reunir em tempo real as mensagens enviadas por pessoas soterradas ajudando as equipes de resgate em sua localização. Na metade final deste outro vídeo* conta mais desta história.

A idéia inicial do projeto facilmente adaptou-se para outras causas. Como o exemplo da solicitação feita pela ONU/Coordenação de Assuntos Humanitários para auxiliar as Forças Voluntárias antigoverno da  Líbia no início de 2011. Ou ainda para o monitorando o processo eleitoral que ocorreu na Libéria também este ano.

A plataforma Ushahidi dispõem de ferramentas para a democratização da informação, aumentando sua transparência e ultrapassando barreiras para que as pessoas compartilhem suas histórias e situações. Como o pacote SwiftRiver que lida com grande quantidade de dados e a sua interpretação por um algoritmo, auxiliando e não substituindo a leitura humana. Permite também  ferramentas criadas pelos próprios usuários.

A plataforma livre Crowdmap.com é a versão sem necessidade de instalação em um servidor (cloud). E já é utilizada até pelos recentes ativistas do movimento Occupy espalhados pelo mundo.

Este projeto é exemplo para uma boa discussão sobre a força de crowdsourcing,  como utilizamos a tecnologia, estando esta para bem e para o mau, e como ela pode ser disponibilizada. Mostra o quanto é importante a revolução do “onde” que hoje em dia está presente nas mais diversas áreas e temas.

[+] O princípio disto tudo e colaborações estão muito bem explicado neste longo vídeo. Atenção às boas perguntas no final da palestra.
[+] TED: Ushahidi

Geospatial Revolution – em breve um post