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As redes sociais são a sociedade

Assistir a ótima palestra do Augusto de Franco no America Latina Global Fórum faz repensar alguns conceitos.

Augusto explica que as redes sociais não são as mídias sociais, mas sim a sociedade (capital social). O que é novidade são as redes online que facilitam a interatividade. Segundo ele, devemos atentar para três grandes confusões:

1) Descentralização vs. distribuição – Nossas instituições são 90% organizadas de forma descentralizada. Se perder um dos múltiplos centros não consegue se readaptar rapidamente. Atualmente, com os fluxos dos novos mundos altamente conectados, estão emergindo redes distribuídas. Mas nossas instituições ainda são redes hierárquicas, top-down, baseadas na disciplina. Como a sociedade está cada vez mais em rede, mais interativa, mais conectada, as organizações não vão suportar os fluxos e terão que se readaptar. Diagramas de Paul Baran (1964):

2) Participação vs. interação – Estamos viciados na idéia de que tudo tem que ser participativo. As redes sociais são ambientes de interação e não de participação, pois as pessoas entregues a si mesmas encontram soluções. Quatro fenômenos sustentam esta idéia: a) clustering – tudo que interage clusteriza, independente do conteúdo, em função dos graus de distribuição e conectividade; b) swarming – movimentos coletivos que evoluem sincronizadamente, por exemplo: nuvem de insetos, e manifestantes da Praça Tahrir no Cairo; c) cloning – a vida imita a vida, a convivência imita a convivência, a pessoa imita o social; e d) crunching – contração (os 6 graus de conectividade estão diminuindo), no mundo menor sabemos mais coisas e assim, o social reinventa o poder, no lugar de poder mandar nos outros surge o poder de encorajá-los (empowerment).

3) Site da rede vs. rede – A rede pode usar outras mídias (telefone, carta, presencial). O que caracteriza a rede é o padrão de organização, não a mídia. Porém, tendo uma plataforma interativa é mais fácil. Uma rede não é uma ferramenta, mas sim pessoas conectadas horizontalmente, interagindo por iniciativa própria. Se não houver rede social a plataforma interativa tende a ficar inativa.

Os vídeo do Global Fórum estarão disponíveis online a partir de amanhã. Abaixo, apresentação do Augusto de Franco no TED São Paulo:

por geisabugs

The Morphing City


Com uma amostra de dados que representa a rede viária e o tráfego na cidade de Lisboa, agrupados como se decorressem em 24 horas, este vídeo acima deixa de lado a percepção geográfica das informações e mostra em forma de distorções como cada alteração de fluxo nas artérias afeta toda a rede da cidade.

Ver víde0 do tráfego em Lisboa em horário de congestionamento

Seguindo ainda nesta temática, o autor português Pedro Miguel Cruz, que já teve trabalhos premiados em mostras de design, representa esta mesma rede como se fossem vasos sanguíneos “explorando a metáfora da cidade como um organismo vivo com problemas circulatórios”.

São belos exemplos de visualização de informação ou design de comunicação.

+Vídeos

por fausto

Sobre redes e filtros online

No livro The Filter Bubble, Eli Pariser questiona os algoritmos por trás das ferramentas de busca online que controlam os resultados destas buscas.

Isso mesmo, se duas pessoas fizerem a mesma pesquisa no Google, a ferramenta de busca mais usada, o resultado será diferente, pois os algoritmos “calculam o melhor resultado para nós” baseado em várias informações pessoais de comportamento que disponibilizamos (clicks, por exemplo). Ou seja, o resultado da pesquisa é o que um filtro “pensa” que queremos ver – um resultado personalizado.

A questão levantada por Pariser é que não temos escolha e podemos estar consumindo “lixo” dependendo da qualidade dos resultados. Além disso, este fato pode por em risco a Internet como um espaço aberto, no qual temos acesso a diferentes pontos de vista.

Para mais reflexões sobre o tema, acesse o excelente blog do 2i2p.

Abaixo,  a apresentação de Pariser no TED:

http://ted.com/talks/view/id/1091

por geisabugs

Rede social

Recentemente criada a rede social GeoConnectPeople pretende reunir pessoas envolvidas e interessadas em geotecnologias e seu vasto campo de atuação.

A iniciativa é brasileira e é mais um canal onde se pode participar e acompanhar o que acontece aqui e em outros lugares nesta área muito promissora. A rede já conta  com mais de 800 membros brasileiros e estrangeiros até agora.