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Mapeamento colaborativo – Ushahidi

Uma companhia sem fins lucrativos que desenvolve softwares livres e de código aberto para coleta de informação, visualização e mapeapamento interativo.”

É assim que se apresenta a o projeto Ushahidi (testemunho, no idioma suaíli). Iniciaram com o mapeamento dos atos violentos nas eleições do Kenya em 2008.  Desde então, realizaram vários outros trabalhos em situações de crise em desastres naturais como alagamentos (Austrália) ou outros terremotos (Chile, Nova Zelândia e Japão). Em alguns casos tendo as plataformas implantadas em poucos horas depois do desastre.

Em 2010, após o terremoto do Haiti, colaborou no mapeamento das infraestruturas de emergência além de reunir em tempo real as mensagens enviadas por pessoas soterradas ajudando as equipes de resgate em sua localização. Na metade final deste outro vídeo* conta mais desta história.

A idéia inicial do projeto facilmente adaptou-se para outras causas. Como o exemplo da solicitação feita pela ONU/Coordenação de Assuntos Humanitários para auxiliar as Forças Voluntárias antigoverno da  Líbia no início de 2011. Ou ainda para o monitorando o processo eleitoral que ocorreu na Libéria também este ano.

A plataforma Ushahidi dispõem de ferramentas para a democratização da informação, aumentando sua transparência e ultrapassando barreiras para que as pessoas compartilhem suas histórias e situações. Como o pacote SwiftRiver que lida com grande quantidade de dados e a sua interpretação por um algoritmo, auxiliando e não substituindo a leitura humana. Permite também  ferramentas criadas pelos próprios usuários.

A plataforma livre Crowdmap.com é a versão sem necessidade de instalação em um servidor (cloud). E já é utilizada até pelos recentes ativistas do movimento Occupy espalhados pelo mundo.

Este projeto é exemplo para uma boa discussão sobre a força de crowdsourcing,  como utilizamos a tecnologia, estando esta para bem e para o mau, e como ela pode ser disponibilizada. Mostra o quanto é importante a revolução do “onde” que hoje em dia está presente nas mais diversas áreas e temas.

[+] O princípio disto tudo e colaborações estão muito bem explicado neste longo vídeo. Atenção às boas perguntas no final da palestra.
[+] TED: Ushahidi

Geospatial Revolution – em breve um post 

Mídias sociais e mapa participativo no PLHIS de Pelotas

Um Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) tem como objetivo orientar o planejamento local do setor habitacional para as áreas urbana e rural do município.

Como nos Planos Diretores, a elaboração do PLHIS deve contar com a participação de toda a comunidade, principalmente daqueles membros de conselhos, associações, e entidades representativas.

O PLHIS de Pelotas apresenta algumas novidades no que diz respeito à participação da população, pois disponibiliza diversos canais de interação através do uso de recursos tecnológicos da Internet e dos SIG:

Blog que acompanha todas as atividades desenvolvidas durante as etapas de elaboração do PLHIS, como as visitas às áreas com problemas:

Rede social que já conta com mais de 400 amigos, e possibilita o bate-papo, envio de mensagens entre os participantes, fóruns de discussão, enquetes, etc.

Twitter que fornece alertas de notícias sobre o Plano: @plhispelotas

Mapa participativo no qual os usuários podem postar eventos no mapa, o que possibilita a coleta de informações georeferenciados segundo a percepção dos moradores.

Estes canais de participação online complementam os eventos presenciais. Estão disponíveis 24h por dia, a partir de qualquer ponto com acesso a Internet, possibilitando que mais pessoas participem. Quando comparado com as reuniões nas quais os participantes têm que fazer suas observações na frente de um grupo de estranhos, as ferramentas participativas online permitem que o façam de uma forma relativamente anônima. A Internet também amplia o acesso às informações, o que evita que o processo seja dominado por indivíduos ou grupos que se sobrepõem aos demais, mas cujas visões não necessariamente representam a maioria.

SIG Participativo, bom exemplo brasileiro

“A cartografia se mostra como um elemento de combate. A sua produção é um dos momentos possíveis para a auto-afirmação social” (PNCSA)

No relatório anual de 2010 a Ford Foundation premiou o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA) que trabalha no mapeamento de comunidades locais auxiliando movimentos sociais e seus agentes na representação de manifestações de identidade coletiva, ocupação e territorialidade.

Este vídeo mostra um pouca da idéia desenvolvida na área indígena e Associação Etnoambiental Beija Flor, que fica em uma área de 42 hectares dentro da zona urbana de Rio Preto da Eva (AM). A ação fortaleceu a relação da comunidade com seu entorno e promoveu através da publicação do projeto o reconhecimento de suas terras junto às autoridades legais.

Mapa interativo com o levantamento realizado.

É um bom exemplo aplicado do que se chama SIG Participativo (PGIS – Participatory GIS). Este tipo de ação também pode ser tomada em escalas menores, urbanas e bairros. O objetivo visa a apropriação do espaço através do seu mapeamento, construindo uma base de dados e informações espaciais que podem ser úteis para fortalecimento e participação local nos processos e comunicação de análises e projetos.

[+ PPGIS.net]

por fausto

Wear you Live – nós queremos!

Nós também queremos uma camiseta de Porto Alegre como as que o City Fabric produz na sua série de produtos Wear you Live. Os caras fazem camisetas com mapas fundo-figura, tão conhecidos dos arquitetos e urbanistas (utilizados nas analises de morfologia e densidade, por exemplo). Atualmente são 13 cidades nos EUA e expandindo…


Segundo os criadores, este tipo de mapa é tão simples e visual que permite que qualquer pessoa o entenda e possa contar uma história sobre o lugar onde vive. O projeto é uma tentativa de consciência cívica. Eles acreditam que quanto mais as pessoas falarem sobre o seu lugar, mais estarão envolvidas com a sua comunidade. Nós também acreditamos nisso!