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Mapeamento subjetivo e visualização de informação

O vídeo acima é o último trabalho do estúdio húngaro Kitchen Budapest que experimenta interações entre comunicação, redes online e espaço urbano. O SubMap 2.0: Ebullition (parte do projeto SubMap) mostra a relação no espaço e no tempo das notícias do maior site deste gênero do país capturadas nos últimos 12 anos. Cada vez que um lugar é mencionado são representadas distorções visuais e sonoras no mapa do país criando um efeito de bolha a partir do centro do dado geolocalizado. Cada frame do vídeo equivale um dia e cada segundo um mês, resultando uma animação audiovisual distorcida do mapa (até então uma representação estática) utilizando dados dinâmicos.

A crescente utilização de aparelhos (gadgets) com aplicativos de geolocalização individual de ações e situações cotidianas (p. ex. Foursquare,  posts ou twitters com coordenadas) acaba permitindo também um novo foco nos dados coletivos de fluxos, razões e ânimos (mood) em determinado espaço ou rede. O mapeamento subjetivo e a visualização da informação criam novas fontes de representação e análise destas experiências pessoais no universo dos utilizadores destas redes. O mapa não é mais estático e com dados apenas públicos, agora pode ser dinâmico e representativo de experiências particulares.

Há vários exemplos que certamente serão citados neste blog, mas o projeto We Feel Fine, resume este tema muito bem. Iniciou em 2005, utilizando um algoritmo que monitorou as postagens feitas na internet que continham “I feel…” e “I am feeling…” identificando o “estado de espírito” das frases além de apoiar-se nos metadados e extrair localização, gênero do usuário e até informações meteorológicas do momento. Capturou dados e transformou em gráficos que resumem o complexo panorama de emoções de diversos temas, de cidades até aprovação de celebridades.

O projeto acabou virando um livro em 2009 e pode ser experimentado aqui. Porém, pela interatividade vale mais uma visita ao site.