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Mapas das Áreas de Interesse Arqueológico de Porto Alegre

Em 2013, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Coordenação da Memória Cultural, órgão da Secretaria da Cultura, promoveu a elaboração e atualização da cartografia das Áreas de Interesse Arqueológico do município utilizando os SIG. O objetivo foi organizar e mapear uma base de dados existente (tabular), composta por áreas já escavadas e catalogadas.

Foram gerado dois mapas, cuja classificação adotada segue a importância e o período das ocorrências. O primeiro apresenta os Sítios e Ocorrências Arqueológicas Registrados, bem como os locais pesquisados mas sem evidências, e os locais pouco impactados pela urbanização.

mapa1arqueologia

O outro apresenta a Evolução da Ocupação Urbana no Município de Porto Alegre, cuja classificação foi dividida em 3 períodos, de forma cronológica, em que a cor mais escura foi adotada para o período mais antigo (iniciando em 1752) e assim gradativamente até a cor mais clara para o período mais recente com interesse arqueológico (ano de 1956). Pode-se observar que grande parte da expansão urbana se deu ao longo das vias, que no mapa estão representadas na mesma graduação de cores por trechos lineares ao longo dos logradouros.

mapa2arqueologia

Trata-se de um cadastro georreferenciado que visa apoiar o setor público na tomada de decisão sobre questões que envolvam a preservação das áreas catalogadas bem como a identificação de novas áreas de interesse arqueológico. Com a desenvolvimento de novas escavações e/ou estudos, este trabalho poderá, e deverá, ser complementando.

Melhorias – Resultados PPSIG Orla do Guaíba (5 de 5)

O último tema da PPSIG Orla do Guaíba abordou as principais melhorias necessárias para qualificar a orla. As melhorias mais citadas foram: iluminação, limpeza/manutenção, sanitário público, e mobiliário. Observa-se, nos mapas abaixo, que os pontos marcados para as quatro melhorias se concentram na Usina do Gasômetro, Anfiteatro Pôr-do-sol e Estaleiro Só. Logo, na opinião dos participantes, a Orla do Guaíba deixa muito a desejar em termos de qualidade do espaço público, haja vista que há demandas por elementos mínimos de urbanidade até mesmo em locais bastante distintos e frequentados da orla tais como os citados.

  • Iluminação:iluminação
  • Limpeza/manutenção:limpeza
  • Sanitário público:sanitarios
  • Mobiliário:mobiliario

Portanto, conclui-se que novas abordagens metodológicas, que façam uso das TIC e das geotecnologias, como a PPSIG, podem aperfeiçoar os processos de participação pública no planejamento urbano.

Acessibilidade – Resultados PPSIG Orla do Guaíba (4 de 5)

O terceiro tema da ferramenta PPSIG Orla do Guaíba foi acessibilidade. Perguntou-se quais locais deveriam: ter acesso exclusivo para pedestres, prever caminhos para pedestres, ter ciclovias, e prever vias de circulação continua de veículos.

Conforme os mapas abaixo, os pontos marcados como sendo locais de acesso exclusivo para pedestres se concentram nas proximidades da Usina do Gasômetro, entre o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho e o Anfiteatro Pôr-do-Sol, no Parque Marinha do Brasil, e no Estaleiro Só. Logo, segundo os participantes, nesses locais não deveria ser permito o acesso de veículos, tal qual ocorre atualmente em quase todos. Já os caminhos para pedestres devem ser previstos em toda a extensão da orla, conforme mostra a sobreposição das linhas desenhadas pelos participantes.

O mapa das ciclovias apresenta como pano de fundo a camada das ciclovias existentes, em azul escuro, segundo o Cycle Map do Open Street Maps. Percebe-se que as ciclovias desenhadas pelos respondentes (na cor rosa) se sobrepõe as existentes (na cor azul), bem como se estendem por toda a orla e também nas ruas adjacentes. Logo, há uma ampla demanda pela ampliação das ciclovias neste trecho da orla.

Por fim, o mapa das vias de circulação continua de veículos apresenta como pano de fundo o Open Street Maps. Percebe-se que as linhas marcadas pelos respondentes correspondem exatamente às atuais avenidas Beira-Rio e Padre Cacique. Portanto, não há demandas futuras no sentido de modificar o traçado viário existente.

  • Acesso exclusivo pedestres:acesso pedestres
  • Caminho para pedestres:caminhos pedestres
  • Ciclovias:ciclovias
  • Vias de circulação continua de veículos:vias veiculos

Uso futuro – Resultados PPSIG Orla do Guaíba (3 de 5)

O segundo tema da PPSIG Orla do Guaíba abordava quais os principais usos desejados para o trecho da orla compreendido entre a Usina do Gasômetro e a Vila Assunção no futuro. Os usos mais citados foram: contemplação das visuais; esportivo; bares e restaurantes; e lazer passivo. Abaixo estão os mapas de calor – usado para identificar grupos onde existe uma elevada concentração de pontos – para cada um dos quatro usos futuros mais vezes citados.

Através da análise visual dos mapas, percebe-se que os pontos marcados para o uso futuro de contemplação das visuais se concentram nas áreas próximas a Usina do Gasômetro, Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, e Estaleiro Só. O uso esportivo se concentra na Usina do Gasômetro, Anfiteatro Pôr-do-sol, e Estaleiro Só. Os bares e restaurantes se concentram na Usina do Gasômetro e Estaleiro Só; e o lazer passivo configura faixas lineares entre a Usina do Gasômetro e o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, e entre o Anfiteatro Pôr-do-sol e o Sport Clube Internacional, bem como concentrações pontuais no Estaleiro Só e na Vila Assunção. Assim, entende-se que ações futuras de planejamento urbano deveriam fomentar a contemplação de visuais, o uso esportivo, a instalação de bares e restaurantes e o lazer passivo levando em consideração as áreas indicadas pelos participantes.

  • Contemplação das visuais:visuais
  • Esportivo:esportes
  • Bares e restaurantes:bares
  • Lazer passivo:lazer

Preferências – Resultados PPSIG Orla do Guaíba (2 de 5)

O primeiro tema da PPSIG Orla do Guaíba questionava sobre o lugar que ‘mais gosto’ e o que ‘menos gosto’ no trecho entre a Usina do Gasômetro e a Vila Assunção, e a indicação das principais razões. O mapa abaixo apresenta os pontos marcados como sendo lugares que ‘mais gosto’ (vermelho) e que ‘menos gosto’ (verde), e uma interpolação dos mesmos, que dá a ideia de continuidade ao conjunto de pontos. Esta visualização “dupla” permite uma comunicação visual rápida, ou seja, percebe-se mais claramente concentrações de respostas semelhantes.

A análise visual do mapa permite destacar como áreas que ‘mais gosto’ as próximas aos seguintes pontos de referência: Usina do Gasômetro, Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, Parque Marinha do Brasil, Museu Iberê Camargo, Veleiros do Sul, e Associação dos Auditores do Estado. Ao passo que destacam-se como áreas que ‘menos gosto’ as próximas aos seguintes pontos de referência: Anfiteatro Pôr-do-sol/Foz do Arroio Dilúvio, Sport Clube Internacional/Largo D. Vicente Scherer, Estaleiro Só/Barra Shopping Sul, e Vila dos Pescadores.

As principais razões apontadas pelos participantes para gostar de cada lugar foram: Usina do Gasômetro – contemplação das visuais; Parque Maurício Sirotsky Sobrinho – contemplação das visuais; Parque Marinha do Brasil – contemplação das visuais e contato com a natureza; Museu Iberê Camargo – contemplação da visuais e visita a espaços culturais; Veleiros do Sul – contemplação da visuais e contato com a natureza; e Associação dos Auditores do Estado – contemplação da visuais e aparência positiva dos espaços abertos. Logo, contemplar as visuais é o quê os usuários mais gostam de fazer neste trecho da orla.

As principais razões apontadas pelos usuários para não gostar de cada lugar foram: Anfiteatro Pôr-do-Sol/Foz do Arroio Dilúvio – aparência negativa dos espaços abertos e lixo; Sport Clube Internacional/Largo D. Vicente Scherer – aparência negativa dos espaços abertos e falta de manutenção; Estaleiro Só/Barra Shopping Sul – aparência negativa dos espaços abertos e falta de manutenção; e Vila dos Pescadores – aparência negativa dos espaços abertos e insegurança quanto ao trânsito. A razão mais vezes citada para não gostar foi a aparência negativa dos espaços abertos, indicando o desejo pela requalificação destes espaços.

preferencias

Resultados PPSIG Orla do Guaíba (1 de 5)

Em dezembro do ano passado foi realizado um experimento acadêmico chamado PPSIG (Participação Pública com Sistemas de Informação Geográfica) Orla do Guaíba, cujo objetivo era coletar a percepção de moradores de Porto Alegre sobre a qualidade dos espaços da orla no trecho compreendido entre a Usina do Gasômetro e a Vila Assunção.

A PPSIG envolve a criação de informações espaciais por comunidades locais, que alimentam uma base de dados espacial em um ambiente de SIG, e a sua posterior utilização na tomada de decisão sobre questões que afetam esta mesma comunidade.

Durante um mês, a PPSIG Orla do Guaíba foi divulgada nas redes sociais, e, no total, 153 pessoas responderam ao questionário online na sua totalidade. Agora chegou a hora do feedback.

PPSIG orla

A PPSIG Orla do Guaíba continha doze questões, que previam a marcação de pontos ou linhas no mapa interativo, distribuídas em quatro temas. Na sequência, os resultados para cada um dos temas serão apresentados numa série de quatro posts: Preferências, Uso futuro, Acessibilidade, e Melhorias.

Resumidamente, a análise visual e exploratória dos mapas que serão apresentados nos próximos posts permite destacar a opinião dos participantes quanto a:

  • Manutenção e prevalência das condições de contemplação das visuais – a razão mais vezes citada para gostar dos lugares e também o uso futuro mais vezes citado;
  • Melhoria da aparência dos espaços como um todo – a razão mais vezes citada para não gostar dos lugares;
  • Uso futuro da orla predominantemente para a contemplação das visuais, prática de esportes, lazer passivo e usufruto de bares e restaurantes;
  • Acesso exclusivo de pedestres em pontos em que hoje é permitido o acesso de veículos, tais como: Anfiteatro Pôr-do-Sol e Parque Maurício Sirotsky Sobrinho;
  • Ampliação dos caminhos para pedestres e das faixas exclusivas para ciclistas por toda a extensão da orla; e
  • Melhorias, principalmente, de iluminação, limpeza e manutenção, sanitários públicos e mobiliário urbano.

Em princípio, toda proposta de intervenção urbana deveria levar em consideração a opinião da população, tal como coletada neste experimento. Assim, os resultados poderiam ser utilizados para orientar futuras decisões relacionadas ao planejamento e a gestão do espaço urbano em questão, aproximando os cidadãos das decisões, bem como do poder público.

Palestra sobre Geoprocessamento no IAB-RS

Amanhã, 25/7, às 19h30, estaremos debatendo o uso do Geoprocessamento no Planejamento e na Gestão Urbana no IAB-RS, juntamente com o professor Julio Celso Vargas. A palestra faz parte do ciclo Desafios Urbanos, dentro da programação cultural que ocorre toda quarta-feira no IAB.

Nosso objetivo é mostrar as inúmeras potencialidades de aplicação do geoprocessamento no planejamento e na gestão urbana!

O IAB fica na Rua General Canabarro, 363, esquina com Riachuelo – Centro Histórico – Porto Alegre.

Apresentação XII Conferência do OIDP

Amanhã, 12/6, das 13h30 às 16h30, estaremos no Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre, falando sobre “Ferramentas SIG para o Planejamento Participativo“, no Eixo 4 – Processos Criativos na Democracia Participativa, da XII Conferência do Observatório Internacional de Democracia Participativa – OIDP. Abaixo, a apresentação!

 

 

Estacionamentos não são um direito constitucional

Em tempo, pelo dia mundial sem carro (22 de setembro), vale ver esse vídeo mais uma vez: Enrico Peñalosa, ex prefeito de Bogotá, fala sobre a vantagem de se priorizar ciclistas e pedestres nas ruas de uma cidade.

E ficar de olho nas obras da  ciclovia na avenida Ipiranga, lançadas no dia 22!

por geisabugs

Curso de SIG aplicado ao planejamento urbano

“Se onde é importante para seu negócio, então Geoprocessamento é sua ferramenta de trabalho” – Gilberto Câmara, INPE

Em outras palavras, sempre que o onde aparece, dentre as questões e problemas que precisam ser resolvidos por um sistema informatizado, haverá uma oportunidade para considerar a adoção de Sistemas de Informação Geográfica (SIG). Por ser considerada a melhor ferramenta para se lidar com qualquer tipo de problema que esteja relacionado ao espaço, é a plataforma essencial mínima para um processo de planejamento efetivo.

SIG podem ser definidos como ambientes computacionais que integram numa única base de dados informações espaciais provenientes de dados cartográficos, dados de censo, de cadastro, imagens de satélite, etc. É usado para coletar, armazenar, manipular, analisar, produzir e disseminar informações geográficas. As principais funções de um SIG são: banco de dados geográfico para  armazenamento e recuperação de informação espacial;  para análise espacial de fenômenos; e  para produção de mapas.

Curso de SIG aplicado ao planejamento urbano – Treinamento com o software gvSIG (software livre)

Ementa: Manipulação de SIG para permitir e facilitar a análise, gestão e representação do espaço urbano e dos fenômenos que nele ocorrem, utilizando procedimentos computacionais. 24 horas/aula, de 26 a 29 de Setembro e 03 e 04 de Outubro de 2011, na Uniritter, Porto Alegre.

Ministrante: Geisa Bugs, Arquiteta, Mestre  em Tecnologias Geoespaciais pela Universidad Jaume I – UJI. A UJI é uma das Instituições da Comunidade Valenciana que desenvolvem o gvSIG.

por geisabugs