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O modelo de cidade dos subúrbios norte-americanos que estamos copiando

Neste vídeo to TED, James Kunstler critica os subúrbios norte-americanos. Na opinião dele, os espaços públicos deveriam inspirar a vida cívica e manifestações do bem comum, mas, nos EUA, isso não ocorre!

Amigos sempre perguntam por que sou contra os condomínios fechados. Quem ver este vídeo vai entender um pouco: eles fazem mal às cidades e à cidadania!

Vale a pena conferir o vídeo e refletir sobre este modelo de cidade que estamos “copiando” através da explosão de condomínios fechados (para todas as classes), a massificação do automóvel, e o grande número de shopping centres espalhados em áreas densamente ocupadas das nossas cidades.

por geisabugs

Estatística para todos – The Joy of Stats

“When we discuss about the world we just use mindsets, we don’t use data sets. We have a continuous world where most people live somewhere in the middle.” H.R.

Dá até para lembrar os programas de televisão que colocam médicos, filósofos e economistas para “facilitar aqueles assuntos complicados da vida” nos finais dos nossos domingos. Mas a rede BBC sabe bem o que faz e produziu em 2010 o documentário The Joy of Stats com o professor de saúde pública e entusiasta da estatística Hans Rosling.

O vídeo completo  ainda aborda criminalidade, novas tecnologias e as mudanças que os métodos científicos passam para poder analisar a grande quantidade de dados que somos capazes que coletar hoje em dia.

Co-fundador da Gapminder Foundation utiliza dados públicos de organizações internacionais, como a OMS, para a construção de gráficos dinâmicos em suas palestras. Acredita que a acessibilidade das informações e a facilitação do entendimento podem transformar as concepções que temos do mundo moderno e suas constantes mudanças. Rosling e sua fundação são fortes defensores da disponibilização gratuita de dados pelos órgãos públicos.

Com suas apresentações performáticas, cheias de críticas e alegando sempre que “statistics is now the sexiest subject on the planet” tornou-se figura frequente no TED e em congressos por todo o mundo. Rosling costuma tratar de temas como desenvolvimento econômico, saúde pública e crescimento populacional entre o Ocidente e o Oriente.

Vídeo: Let my dataset change your mindset (TED, jun. 2009)

No site da fundação (que é sem fins lucrativos) há muito mais informações e vídeos . Também é possível baixar o Gapminder Desktop e algumas bases de dados para aventurar-se e entender como criar estes gráficos.

por fausto

As redes sociais são a sociedade

Assistir a ótima palestra do Augusto de Franco no America Latina Global Fórum faz repensar alguns conceitos.

Augusto explica que as redes sociais não são as mídias sociais, mas sim a sociedade (capital social). O que é novidade são as redes online que facilitam a interatividade. Segundo ele, devemos atentar para três grandes confusões:

1) Descentralização vs. distribuição – Nossas instituições são 90% organizadas de forma descentralizada. Se perder um dos múltiplos centros não consegue se readaptar rapidamente. Atualmente, com os fluxos dos novos mundos altamente conectados, estão emergindo redes distribuídas. Mas nossas instituições ainda são redes hierárquicas, top-down, baseadas na disciplina. Como a sociedade está cada vez mais em rede, mais interativa, mais conectada, as organizações não vão suportar os fluxos e terão que se readaptar. Diagramas de Paul Baran (1964):

2) Participação vs. interação – Estamos viciados na idéia de que tudo tem que ser participativo. As redes sociais são ambientes de interação e não de participação, pois as pessoas entregues a si mesmas encontram soluções. Quatro fenômenos sustentam esta idéia: a) clustering – tudo que interage clusteriza, independente do conteúdo, em função dos graus de distribuição e conectividade; b) swarming – movimentos coletivos que evoluem sincronizadamente, por exemplo: nuvem de insetos, e manifestantes da Praça Tahrir no Cairo; c) cloning – a vida imita a vida, a convivência imita a convivência, a pessoa imita o social; e d) crunching – contração (os 6 graus de conectividade estão diminuindo), no mundo menor sabemos mais coisas e assim, o social reinventa o poder, no lugar de poder mandar nos outros surge o poder de encorajá-los (empowerment).

3) Site da rede vs. rede – A rede pode usar outras mídias (telefone, carta, presencial). O que caracteriza a rede é o padrão de organização, não a mídia. Porém, tendo uma plataforma interativa é mais fácil. Uma rede não é uma ferramenta, mas sim pessoas conectadas horizontalmente, interagindo por iniciativa própria. Se não houver rede social a plataforma interativa tende a ficar inativa.

Os vídeo do Global Fórum estarão disponíveis online a partir de amanhã. Abaixo, apresentação do Augusto de Franco no TED São Paulo:

por geisabugs

Sobre redes e filtros online

No livro The Filter Bubble, Eli Pariser questiona os algoritmos por trás das ferramentas de busca online que controlam os resultados destas buscas.

Isso mesmo, se duas pessoas fizerem a mesma pesquisa no Google, a ferramenta de busca mais usada, o resultado será diferente, pois os algoritmos “calculam o melhor resultado para nós” baseado em várias informações pessoais de comportamento que disponibilizamos (clicks, por exemplo). Ou seja, o resultado da pesquisa é o que um filtro “pensa” que queremos ver – um resultado personalizado.

A questão levantada por Pariser é que não temos escolha e podemos estar consumindo “lixo” dependendo da qualidade dos resultados. Além disso, este fato pode por em risco a Internet como um espaço aberto, no qual temos acesso a diferentes pontos de vista.

Para mais reflexões sobre o tema, acesse o excelente blog do 2i2p.

Abaixo,  a apresentação de Pariser no TED:

http://ted.com/talks/view/id/1091

por geisabugs